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A arte de transformar ciência em vida

  • Foto do escritor: Giovana Colletti
    Giovana Colletti
  • 5 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de set. de 2025

Imagem: Gustavo Devico
Imagem: Gustavo Devico

A nutrição vai muito além do prato individual, ela é saúde pública, política e justiça social. É ciência que estuda cada detalhe invisível e que se revela, no fundo, em algo muito maior: o poder de nutrir não apenas o corpo, mas também a mente e a alma.


Ser nutricionista é muito mais do que falar de comida, também é falar de histórias, é entrar nos silêncios que ninguém conta, nos excessos que pesam, nas faltas que doem. É perceber que cada corpo traz marcas invisíveis e que a mesa, tantas vezes, é o espelho da alma.


O alimento é linguagem.


Ele fala sobre quem somos, de onde viemos, o que sentimos, é aquela memória de infância, o abraço guardado em sabor e as vezes a força para atravessar os dias.


Ser nutricionista é, todos os dias, lembrar que a saúde não está só no que comemos, mas também na forma como olhamos para nós mesmos. É aprender a traduzir ciência em escolhas simples, autocuidado em rotina, ensinar que alimento não é castigo nem prêmio, mas caminho, é ouvir histórias individuais e carregar causas coletivas. É lembrar que cada refeição pode ser ato político, cada prato um símbolo de resistência e cada semente plantada uma promessa de futuro.


Eu celebro a nutrição como um chamado, uma entrega de coração inteiro feita de ciência, mas também de sensibilidade, porque quando cuido, eu não apenas oriento, eu caminho junto e é nessa travessia que vidas se transformam — principalmente a minha.


 
 
 

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